Página Inicial Data de criação : 08/12/06 Última actualização : 09/10/11 20:27 / 187 Artigos publicados
 

 

Image and video hosting by TinyPic

 

Image and video hosting by TinyPic

 

Image and video hosting by TinyPic

 

Image and video hosting by TinyPic

 

UM BLOGUE DE FOTOGRAFIAS, IMAGENS, REPORTAGENS,

ACONTECIMENTOS E DA VIDA DOS COMANDOS NO

GERAL. EM PARTICULAR SOBRE A COMPANHIA DE

COMANDOS 122 DO 81º CURSO DE COMANDOS, E DO SEU

BATALHÃO DE COMANDOS 12.

Cmdt Comp. - CAP "CMD" CARLOS QUEIMADA

 

 

 

 

São conhecidas genericamente por Comandos as tropas militares de elite, especializadas sobretudo em operações de assalto e em acções de choque de guerrilha e contra-guerrilha.

Os Comandos são uma força de elite do Exército Português

A instituição nasceu como força especial de contra-guerrilha, correspondendo à necessidade do Exército Português de dispor de unidades especialmente adaptadas a este tipo de guerra com que, em 1961, se viu enfrentada, durante a guerra colonial portuguesa. A força destinava-se a:

Realizar acções especiais em território português ou no estrangeiro;

Combater como tropas de infantaria de assalto;

Dotar os altos comandos políticos e militares de uma força capaz de realizar operações irregulares.

A instituição torna-se operacional em 25 de Junho quando, em Zemba, no Norte de Angola, foram constituídos os primeiros seis grupos do que seriam considerados os antecessores dos comandos. Seria criado o CI 21 (Centro de Instrução de Contraguerrilha), que funcionou perto do Batalhão de Caçadores 280, e que contou como instrutor com o fotógrafo e antigo sargento da Legião Estrangeira, Dante Vachi, italiano, que já trazia experiência das guerras em Argélia e Indochina.

Dado que os seis grupos preparados neste centro obtiveram excelentes resultados operacionais, o comando militar em Angola decidiu integrá-los na orgânica do Exército entre 1963 e 1964, criando os CI 16 e CI 25, na Quibala, Angola. Surgia assim, pela primeira vez, a designação de Comandos para as tropas aí instruídas.

A unidade básica operacional dos Comandos é a Companhia, subdividida em 4 ou 5 Grupos de Combate (Grupos de Comandos). Cada Grupo, comandado por um Oficial Subalterno, inclui 25 militares, agrupados em 5 Equipas:

  1 Equipa de Comando, constituída pelo oficial comandante do grupo, 1 operador de rádio, 1 socorrista e 2 atiradores;

  3 Equipas de Manobra, cada uma constituída por 1 Sargento (chefe de equipa), 1 apontador de metralhadora ligeira, 1 municiador de metralhadora ligeira e 2 atiradores;

  1 Equipa de Apoio, constituída por 1 Sargento (chefe de equipa), 1 apontador de LGF, 1 municiador de LGF e 2 atiradores.

Na Guerra Colonial, foram organizadas companhias de vários tipos, adaptadas às condições operacionais, havendo duas organizações básicas:

Companhias Ligeiras , constituídas só com os elementos operacionais, não dispondo praticamente de apoio logístico autónomo, sendo suportadas por outras unidades militares;

Companhias Pesadas , em que os elementos operacionais eram reforçadas com elementos de apoio logístico (módulos sanitários, de manutenção, de transportes, de intendência, etc.), dando-lhes uma capacidade de operação completamente autónoma.

Na Guiné e em Moçambique foram constituídos Batalhões de Comandos que, além de servirem de centros de instrução, eram utilizados como elemento de comando operacional, em determinadas operações, para forças de Comandos de escalão superior à Companhia.

Boina Vermelha

O símbolo identificativo das tropas de Comandos do Exército Português mais conhecido é a famosa Boina Vermelha. Pelo uso deste item de fardamento os comandos são algumas vezes chamados de "Boinas Vermelhas". Curiosamente, a boina vermelha não esteve em uso durante a grande maioria da actividade operacional dos Comandos na Guerra do Ultramar, dado que só foi adoptada em 1974. Durante a Guerra do Ultramar, os comandos utilizaram a Boina Castanha padrão do Exército Português, com excepção da 3ª Companhia de Comandos que usou uma Boina Camuflada durante o seu período de serviço na Guiné entre 1966 e 1968.

Lema

O lema dos Comandos é o verso latino da Eneida de Virgílio: Audaces Fortuna Juvat, que significa A Sorte Protege os Audazes.

Grito de Guerra

O seu Grito de Guerra, retirado de uma tribo bantu do Sul de Angola que o usava na cerimónia de entrada na vida adulta é: Mama Sumae!, que em Português significa: Aqui Estamos, Prontos para o Sacrifício!.

Cerimonial

Os Comandos têm vários rituais iniciáticos e cerimoniais, inspirados nas antigas Ordens de Cavalaria Portuguesas. Além desses rituais, os Comandos têm uma forma de marchar própria, diferente das restantes unidades do Exército Português.

DESFILE DE COMANDOS A CANTAR O HINO

 

 

 

 

 

Image and video hosting by TinyPic

 

 

Image and video hosting by TinyPic

Image and video hosting by TinyPic

Perfil

Nick
81ccmds
Sexo
Masculino
Nacionalidade :
Portugal
Data de nascimento :
12/03/1984

Ver todos os artigos